Marrocos: para quem gosta de fósseis!

Marrocos: muito além do açafrão!

Os poucos fósseis que eu tive contato no início de minha carreira de bióloga foram alguns exemplares de trilobitas que me remetiam a uma viagem ao Marrocos. Eles eram originalmente de uma região chamada Issoumour. Mais tarde, descobri que Issoumour tratava-se de uma montanha onde era possível encontrar muitas espécies de trilobitas… Isso ficou no meu imaginário como uma localidade fantástica e que acabava de incluir, definitivamente na lista dos locais a serem visitados por mim. Só não sabia quando… 

Sabe aquelas coincidências do destino? Elas às vezes acontecem. Em 2013 conheci um marchand marroquino que estava no Brasil e qual foi minha surpresa? Ele era natural de Issoumour e conhecia muito bem o que de interessante estava preservado nas rochas dessa montanha e região. Igoui Lahcen, mas mais conhecido como Assu foi um grande incentivador para que eu conhecesse seu país e pudesse ver de perto, como os fósseis são retirados desses sítios e como sua retirada impacta na economia das pessoas dessas localidades. A partir daí nasceu uma amizade e uma grande parceria. Com seu português de iniciante, propôs um roteiro de viagem e desmistificou a ideia preconcebida que eu tinha de viajar sozinha para um país com costumes, idioma e culturas tão diferentes dos meus. Quando ele voltou ao seu país organizou toda a infraestrutura para me receber e me guiar na maior aventura paleontológica até então vivida por mim!

Movida pela curiosidade, pelo empurrão desse meu novo amigo e pelo incentivo de um colecionador brasileiro, pude conhecer esse lugar magnífico, quebrar muitas rochas em busca, mesmo que amadoramente, de trilobitas e outros fósseis que contam a história geológica de nosso planeta, e voltar para o Brasil com uma experiência sem igual. Essa viagem serviu também para eu repensar meu trabalho como empresária aqui no Brasil e perceber novas maneiras de aplicar as réplicas de fósseis como instrumentos pedagógicos, já que no Brasil há impedimento legal para aquisição de fósseis brasileiros originais. 

Nascia aí uma parceria que prometia muito conhecimento e diversão! E pensamos: já que essa experiência deu super certo comigo, porque não incentivar que outros brasileiros apaixonados por geologia e paleontologia possam viver experiência semelhante?

De lá para cá muitos grupos brasileiros puderam ter essa experiência única em solo marroquino na companhia de um guia, o “brimo” Assu, que fala várias línguas, inclusive o português. E o melhor: conhece como ninguém a geologia da região!

Se você tem interesse em viver algo parecido e conhecer sítios paleontológicos das eras paleozoica e mesozoica prepare seus martelos e picaretas e caso queira conhecer o que outros brasileiros puderam vivenciar em suas viagens, acesso os links a seguir:

Setembro de 2015:

“Uma viagem para Marrocos abre horizontes, pois entendemos melhor uma cultura completamente diversa da nossa. Para um biólogo ou geólogo, é um mundo fascinante que escancara nuances de um passado distante e permite entender melhor a história da Terra. O guia (Assu) mostra, com sua simplicidade, como conhece bem sua terra e seu conhecimento sobre os fósseis e minerais que encontramos”. Paulo Auricchio (Prof. UFPI)

Agosto de 2016:

“A viagem para Marrocos com o Assu foi sinônimo de profissionalismo, vivência e aprendizado. É impressionante como ele consegue motivar o viajante, independente do perfil do turista (aventureiro, científico ou cultural)”. Lilian Catenacci (Prof. da UFPI)

 

Ana Lúcia Ramos Auricchio

Bióloga e apaixonada por fósseis

 

Quer ter uma experiência parecida e contar com o apoio do nosso guia Igoui Lahcen? Mande um e-mail para contato@terrabrasilisdidáticos.com.br

Veja as imagens da minha viagem a Marrocos, clicando aqui

Assista um vídeo sobre a geologia do Marrocos:

 

 

Nova publicação: Introdução aos Primatas

Uma publicação para quem é curioso sobre a natureza e sua fauna!

Se você  quer conhecer sobre o mundo fascinante dos primatas e compreender por que nossa espécie está inserida neste grupo, veja que novidade boa acabou de acontecer!

Acabou de sair do forno a nova publicação da Terra Brasilis. Trata-se do livro “Introdução aos Primatas” do autor e pesquisador Paulo Auricchio. O autor com sua larga experiência na Primatologia, oferece ao público interessado no tema, uma excelente contribuição ao entendimento sobre os Primatas. Além de contribuir com conhecimentos sobre a ecologia do grupo, taxonomia, comportamento entre outros, o livro tem a intenção promover uma reflexão sobre a evolução e o porque a espécie humana está inserida na Ordem Primates.

Para adquirir acesse a loja, clicando aqui .

 

Para ajudar na sua decisão, veja quanto conhecimento há nesta publicação:

INTRODUÇÃO À ORDEM PRIMATES

CARACTERÍSTICAS E ADAPTAÇÕES DA ORDEM PRIMATES

ASPECTOS DA LOCOMOÇÃO

OLFATO: Glândulas Epidérmicas

VISÃO

AUDIÇÃO

ASPECTOS RELACIONADOS À ALIMENTAÇÃO: Dentição, anatomia e terminologia

SISTEMA NERVOSO: Cognição

REPRODUÇÃO E CUIDADOS COM A PROLE: Sistemas de Acasalamento

COMPORTAMENTO, RELAÇÕES SOCIAIS E BIOLÓGICAS: Vocalização, Marcação de cheiro, Locais de Dormida, Catação, Formação de Grupos – Sistemas Sociais, Coalição, Associações Mistas ou Interespecíficas, Características Gerais das Associações, Variação diurna e sazonal das associações; RELAÇÕES NEGATIVAS: Interações agonísticas, Predação sobre Primatas, Parasitismo em Primatas, Efeitos da fragmentação, Parasitismo nas análises filogenéticas, Parasitismo em cativeiro; RELAÇÃO COM HUMANOS

HABITAT E DISTRIBUIÇÃO: O território do grupo

ORIGEM E EVOLUÇÃO DOS PRIMATAS

ORIGEM DOS PRIMATAS NEOTROPICAIS; Os Registros Fósseis Na América do Sul

PRIMATAS ATUAIS E SUA DIVERSIDADE

XIII Semana de Biologia da UFPI

O que é?

A semana de Biologia do Departamento de Ciências Biológicas UFPI – Campus Ministro Petrônio Portella chega a sua 13ª edição. Neste encontro haverá um debate a respeito das múltiplas faces do estudo da vida no Piauí, além de uma abordagem sobre a gestão de recursos naturais, pesquisas, práticas e tecnologias mais recentes no estudo da vida.

Não perca essa oportunidade de interagir com especialistas e conhecer as produções científicas sobre a biodiversidade piauiense!

Este evento conta com a parceria da Terra Brasilis Didáticos.

Veja a programação clicando aqui.

Para se inscrever acesse aqui.

Acesse o banner do evento aqui.

Tenham todos um bom evento!

Fósseis são raros. Fósseis são obras primas da natureza!

ferramentas paleo pqTer nas mãos um testemunho de um ser vivo que viveu há milhões de anos, é sem dúvida uma experiência inesquecível. Estas impressões deixadas nas rochas são os fósseis, que representam a biodiversidade que viveu em eras passadas. A Paleontologia é a Ciência que se encarrega de estudá-los e explicar os eventos naturais que contribuíram para sua extinção, de entender como eram as relações ecológicas entre esses seres vivos e compreender a biodiversidade atual.

Fósseis são produtos resultantes de diferentes processos de fossilização: um peixe, um dinossauro, uma concha, um inseto no âmbar, uma pegada de dinossauro, e até mesmo um tronco de árvore petrificado, são exemplos de fósseis que num passado remoto foram submetidos a diferentes processos de conservação. Apesar de serem submetidos a diferentes processos de fossilização, há algo que os tornam comuns entre si: todos são raros, pois a fossilização só acontece em condições ambientais muito especiais.

Sua raridade refere-se ao fato de que nem todos os seres que viveram no passado tiveram a chance de ser fossilizados e isto quer dizer que os fósseis que conhecemos hoje, representam uma pequena parcela dos seres vivos que já habitaram a Terra. Isto realmente é surpreendente! Se por um lado são considerados raros, por outro podem ser considerados abundantes em seus próprios sítios paleontológicos. É o que acontece em regiões como a Chapada do Araripe no Brasil e no deserto do Marrocos, onde respectivamente, são encontrados de forma abundante, peixes que viveram no Cretáceo e trilobitas do Período Devoniano.

Enquanto o Brasil restringe o acesso aos fósseis considerando-os bens da União, em países como o Marrocos, Estados Unidos, França e Holanda todos podem ter acesso a esse material, sejam professores, alunos, pesquisadores e colecionadores, pois suas autoridades consideram a extração dos fósseis mais comuns, uma forma de incentivar a economia local, estimulando o conhecimento e o respeito das pessoas por esses bens.

 

O Brasil e os fósseis:

O Brasil publicou em 1942 o Decreto-Lei No. 4.146 (DOU de 04/03/1942) que incluía os fósseis como bens da Nação e que sua extração em sítios fossilíferos depende da autorização prévia do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral). Em 1996 publicou o Projeto de Lei No. 245, que disciplinou a extração de fósseis e configurou como crime, a venda de fósseis brasileiros.

Apesar desta tentativa de proibitiva da venda de fósseis brasileiros, muitos contrabandos desse patrimônio acontecem de fato, ocorrendo uma evasão de patrimônio histórico e de pesquisa, e pior, boa parte desse patrimônio tem sido perdida devido a extrações minerais permitidas pelo governo como, por exemplo, o calcário, que é uma rocha sedimentar e também matriz de muitos fósseis, que é triturado para fabricação de cimento.

Em 2013, O DNPM abriu uma consulta pública na tentativa de estudar a possibilidade de tornar os fósseis mais acessíveis, assim como fazem o Líbano, os Estados Unidos, Marrocos e França, por exemplo. É possível que em breve, o Brasil mude esse panorama o que certamente demandará uma fiscalização mais eficiente e uma equipe de pessoas que eduque e não apenas aplique multas e punições.

A realidade de alguns países

Enquanto isso, alguns países como o Líbano, os Estados Unidos, Marrocos e França, citados anteriormente, possuem leis que permitem a venda de espécimes fossilizados, desde que se obedeçam alguns critérios, como exclusividade de pesquisa e salvaguarda de espécies novas e raras, em suas respectivas instituições de pesquisa. Assim, alguns países passaram a ser signatários da Convenção Relativa às Medidas a Serem Adotadas Para Proibir e Impedir a Importação, Exportação e Transferência de Propriedades Ilícitas dos Bens Culturais, assinada em Paris em 1970 e proposta pela UNESCO. Essa convenção é um acordo entre países para que a comercialização de fósseis de países cuja comercialização não é proibida, seja feita com autorização de saída (importação legal e certificada) e sua entrada em outro país seja acompanhada pelos órgãos competentes. O Brasil é um país signatário desta convenção e em de 31 de março de 1973 publicou o Decreto 72.312, promulgando esse acordo em território nacional.

Em resumo, a venda de fósseis brasileiros é proibida, mas a venda de fósseis estrangeiros de países signatários, desde que obedeça a convenção da ONU, é permitida.

Seguindo essas orientações, a Terra Brasilis em breve realizará a importação legalizada de fósseis estrangeiros, como trilobitas, amonitas e outros invertebrados de origem marroquina. Contudo, é detentora da documentação oficial de origem, não ferindo portanto a legislação vigente. Essa importação tem como objetivo fornecer espécimes muito bem conservados para universidades, escolas, museus e colecionadores. Certificados de autenticidade e origem serão fornecidos para todas as aquisições.

Em breve neste site uma coleção incrível!!!

Vênus de Willendorf: quem foi ela?

venus_willendorf_tag_peqA Vênus de Willendorf, hoje também conhecida como Mulher de Willendorf, é uma escultura de 11,1 cm de altura representando estilisticamente uma mulher. Essa pequena escultura foi descoberta pelo arqueólogo Josef Szombathy em 8 de agosto de 1908, durante as escavações realizadas no sítio arqueológico do período Paleolítico, localizado próximo à Willendorf, Áustria e sua datação está entre 25.000 a 20.000 a.C. O material utilizado para a sua produção foi o calcário oolítico, tipo de rocha não existente na região e colorido com ocre vermelho.

Esta escultura é considerada uma idealização da figura feminina, apresentando a vulva, os seios e a barriga extremamente volumosos, características inferidas à fertilidade.

Apresenta braços frágeis dispostos sobre os seios volumosos, cabeça coberta provavelmente por tranças, formando um tipo de penteado. Para alguns arqueólogos, a Vênus poderia representar um sentido estético feminino para a sociedade primitiva, enquanto outros autores sugerem que a corpulência representa um elevado status social numa sociedade caçadora-coletora, além da relação óbvia com a fertilidade. A ausência dos pés sugere que talvez pudesse ser trazida por alguém na forma de um amuleto.

O original da Vênus de Willendorf integrada a coleção arqueológica do Museu de História Natural de Viena e sua cópia pode ser adquirida na Loja Virtual da Terra Brasilis Didáticos.

Arte e educação numa mistura perfeita!

Os painéis em terracota produzidos originalmente por Frederico Carlos Hoehne e replicados pelo artista plástico André Guilles, são bons exemplos de como a arte e a educação podem caminhar juntas e promover o conhecimento e a divulgação da nossa flora. O kit contendo 8 réplicas diferentes do painel em baixo relevo são réplicas decorativas e ao mesmo tempo possuem caráter educativo. Nesses painéis foram representados, além de flores como orquídea, liana, pata-de-vaca e quaresmeira,um  fungo, uma alga e uma samambaia. Produzidas em gesso, as réplicas podem ser fixadas em paredes protegidas contra umidade e iluminação direta.

Conheça a composição do kit completo

  • Leguminosae (Bauhinia) – Árvore pata-de-vaca
  • Heliconiacea (Heliconia) – Helicônia
  • Convolvulacea (Ipomoea) – Liana
  • Phllaceae (Dictyophora) – Fungo
  • Chlorophyceae (Micrasteria) – Alga verde
  • Pteridaceae (Pteris) – Samambaia
  • Orchidaceae (Cattleya) – Orquídea
  • Melastomataceae (Tibouchina) – Quaresmeira

Medida de cada réplica:

11 x 19 cm

Cuidados com o material:

Manter em local seco, longe da umidade. A remoção do pó deverá ser feita com pano macio.

Curiosidade: quem foi Hoehne?

Frederico Carlos Hoehne (1882-1959), foi um naturalista brasileiro, filho de alemães que no ano de 1928 implantou o Jardim Botânico de São Paulo, uma instituição de referência nos estudos da flora brasileira. Em 1942 tornou-se o primeiro diretor desta instituição, permanecendo no cargo até sua aposentadoria em 1952. Além de uma vasta produção bibliográfica e idealizador da série “Flora Brasílica”, Hoehne também publicou livros infantis, e esteve sempre preocupado em registrar e divulgar as descobertas nas área de Botânica, assim como com seu senso estético e artístico apurados, representou nos baixos relevos em terracota, alguns exemplares da flora brasileira. Estes baixos relevos ornamentam as fachadas do Museu Botânico ”Dr. João Barbosa Rodrigues” do Jardim Botânico de São Paulo.

 

CONHECENDO O PAU BRASIL

Conhecendo o Pau Brasil pdf

Resumo: o artigo apresenta uma visão histórica sobre a exploração do pau-brasil, além de descrever alguns aspectos biológicos sobre Caesalpinia echinata. Discute também como as primeiras leis ambientais foram elaboradas a partir da retirada da espécie no bioma Mata Atlântica. Num contexto multidisciplinar, esse texto pode auxiliar professores das disciplinas de biologia, ciências, geografia e história, por exemplo, a desenvolverem ações com esse tema. Caso o professor queira desenvolver uma atividade focada em plantio de pau-brasil, algumas orientações poderão ser acessadas em perguntas mais frequentes sobre o pau brasil.

A GRAVIDEZ MAIS ANTIGA QUE SE TEM NOTÍCIA!

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Investigadores australianos descobriram o registo fóssil mais antigo de um nascimento vivo – viviparidade – em vertebrados. A descoberta de fósseis de embriões em fósseis de placodermes (peixes antigos, mandibulados e com um revestimento tipo armadura em placas, daí o seu nome) indica que há muito que os vertebrados copulam e dão à luz os seus descendentes, desde pelo menos há 380 milhões de anos.

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