ESTUDO DO MEIO: COSTÃO ROCHOSO

Introdução:

A zona entre marés é dividida em três regiões: infralitoral (raramente exposta), mediolitoral (exposta na maré baixa) e supralitoral (raramente submersa). De acordo com as adaptações que apresentam, os organismos se distribuem nelas, em certos casos formando faixas características, onde cada tipo de organismo é predominante.

Nos costões rochosos, geralmente no supralitoral, encontra-se na faixa superior, principalmente organismos móveis como a Ligia oceanica (baratinha-da-praia) e a Litorina (um pequeno gastrópode); mais abaixo, pode ser vista uma faixa mais escura de algas unicelulares filamentosas, seguidas de uma faixa ocupada por Chthamalus sp, uma craca de pequeno porte. Na faixa superior do mediolitoral encontra-se uma faixa de outro tipo de craca, Tetraclita stalactifera e depois uma faixa de bivalves e algas ocupando toda a região. Na parte inferior do médio litoral e no infralitoral pode-se ver uma grande diversidade de espécies fixas (anêmonas e esponjas) e móveis como os ouriços e a estrela do mar, não sendo mais possível delimitar zonas ou faixas.

A colonização da rocha nua por crachás, moluscos de concha fixa e outros anmais desse tipo cria uma heterogenidade espacial e diveros microhabitats que permitem a existência de uam garnde fauna associada. O relevo da superfície do substrato pode facilitar a fixação de diferentes organismos. Algumas larvas podem se fixar mais facilemente em fendas ou pequens depressões (furos), enquanto outras preferem estruturas em alto relevo, como por exemplo, a carapaça de uma craca. Além disso, alguns organismos atraem quimicamente outros de sua mesma espécie ou gênero, formando grandes agregados, que por sua vez geram outros microhabitats.

Fonte: modificado de www.canalciencia.ibict/pesquisas

Objetivo: conhecer a diversidade de organismos associados às variações ambientais considerando os parâmetros abióticos: umidade, maré, correnteza, taxa de oxigênio, temperatura e salinidade; observar ações antrópicas e apresentar alternativas para a diminuição desse impacto.

Duração: aproximadamente 4 horas. 1 hora antes da maré baixa e 1 hora depois da maré subir.

Público-alvo: alunos dos ensinos fundamental, médio e superior.

Material a ser providenciado pelos alunos: prancheta, papel, lápis, máquina fotográfica, lupa de mão e pinça.

Cuidados: providenciar bloqueador solar, roupa confortável, uma troca de roupa e capa de chuva. Seguir as orientações do professor quanto à segurança e procedimentos práticos.

Procedimentos:

  • observar e fotografar o ecossistema durante a atividade de campo e coletar informações com os moradores e pescadores da região acerca dos tipos de animais encontrados nesses locais;
  • descrever aspectos das diferentes regiões (infralitoral, mediolitoral e supralitoral), destacando, se possível, os espécimes endêmicos;
  • observar as ações antrópicas que ocorrem na área de estudo e relacioná-los aos temas estudados nas aulas de ecologia;
  • esquematizar a paisagem indicando os impactos antrópicos e sugerir formas de recuperação para as áreas degradadas;
  • observar as artes de coleta de espécies para consumo humano utilizadas na região;
  • identificar as espécies coletadas, analisando a diversidade do grupo;
  • montar uma cadeia alimentar dos animais e plantas observados durante o estudo.