ESTUDO DO MEIO: MANGUEZAL

Introdução:

O manguezal é considerado um ecossistema costeiro de transição entre os ambientes terrestre e marinho, sujeito ao regime das marés. O manguezal está associado às margens de baías, enseadas, barras, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com o mar, ou diretamente expostos à linha da costa. A vegetação instala-se em substratos de formação recente, de pequena declividade, sob a ação diária das marés de água salgada ou salobra.

A riqueza biológica dos ecossistemas costeiros faz com que essas áreas sejam os grandes “berçários”naturais, tanto para as espécies características desses ambientes, como para peixes e outros animais que migram para as áreas costeiras durante, pelo menos, uma fase do ciclo de sua vida. Os detritos em suspensão nas águas, compostos principalmente por fragmentos de folhas de mangue, formam a base alimentar de diversas espécies de caranguejos, camarões e peixes.

A vegetação arbórea do manguezal é composta por poucas espécies, todas com adaptações estruturais e fisiológicas para sobreviver nesse ambiente de solo pouco compactado, pouco oxigenado e frequentemente inundado pelas marés. Além da variedade de vegetais como algas, liquens e bromélias, ocorrem apenas três espécies de porte arbóreo: o mangue-vermelho (Rhizophora mangle), o mangue-negro (Avicena schaueriana) e o mangue-branco (Laguncularia racemosa).

A fauna do manguezal inclui animais residentes, semi-residentes e visitantes. A zona entre-marés é dominada por crustáceos e moluscos. Os semi-residentes são, principalmente, peixes que podem passar uma fase da vida no mangue ou que avançam e recuam diariamente, dependendo da maré. De modo geral, a maior parte do pescado capturado nas águas litorâneas depende da integridade desse ecossistema, pois aí são abrigados durante sua fase jovem e em época de postura.

Fonte: modificado de Fundação Guará-Vermelho

Objetivo: conhecer a diversidade de organismos associados às variações ambientais considerando os parâmetros abióticos: umidade, maré, correnteza, taxa de oxigênio, temperatura e salinidade; observar ações antrópicas e apresentar alternativas para a diminuição desse impacto.

Duração: aproximadamente 4 horas. 1 hora antes da maré baixa e 1 hora depois da maré subir.

Público-alvo: alunos dos ensinos fundamental, médio e superior.

Material a ser providenciado pelos alunos: prancheta, papel, lápis, máquina fotográfica, lupa de mão e pinça.

Cuidados: providenciar bloqueador solar, roupa confortável, uma troca de roupa e capa de chuva. Seguir as orientações do professor quanto à segurança e procedimentos práticos.

Procedimentos:

  • observar e fotografar os ecossistemas durante a atividade de campo e coletar informações com os moradores e pescadores da região acerca dos tipos de animais encontrados nesses locais;
  • descrever aspectos da mata ciliar, destacando os espécimes endêmicas e a relação de dispersão das plantas;
  • observar as ações antrópicas que ocorrem na área de estudo e relacioná-los aos temas estudados nas aulas de ecologia;
  • esquematizar a paisagem indicando os impactos antrópicos e sugerir formas de recuperação para as áreas degradadas;
  • observar a vegetação local e caracterizá-la, relacionando isso aos impactos antrópicos na região;
  • observar as artes de pesca utilizadas na região;
  • identificar os peixes coletados, analisando a diversidade do grupo entre as coletas noturnas e diurnas, caso ocorram;
  • montar uma cadeia alimentar dos animais observados durante o estudo.