Estudo do Meio: Praia Arenosa

Introdução:

Uma praia arenosa remete à ideia de uma ambiente desértico. As praias bravas, ou de tombo, podem fazer jus a esta imagem, devido ao forte embate das ondas sob a areia, no entanto, as praias mansas ou duras, com sua declividade suave abrigam uma fauna abundante e variada que passa desapercebida, oculta na areia ou exposta ao ar apenas durante a maré baixa. Muitos animais podem ser encontrados aí, justamente com algas microscópicas.

Os organismos de praia arenosa distribuem-se em função de sua capacidade evitar a exposição ao ar e, com isso evitando a evaporação. Além dos organismos que permanecem durante toda sua fase adulta no sedimento, as praias arenosas recebem visitantes ocasionais, como aves, por exemplo. Resta ainda mencionar a presença de outras espécies que são trazidas à praia pelos ventos, ondas ou correntes.

As praias arenosas também possuem uma zonação em sua comunidade, ainda que não tão bem visível e definida como a dos costões rochosos. A comunidade dos organismos intersticiais, engloba cerca de cem espécies que medem de 0,5 a 0,065 milímetros, com até 20 mil organismos em cada quilo de areia.

Para observação ou estudo deste ecossistema é necessário um mínimo de conhecimento dos fenômenos que regem a subida e descida das águas, ou seja, as marés. As águas que compõem os oceanos estão sujeitas à atração gravitacional do sol e da lua. Embora seja muito menor que o sol, a lua, por se encontrar mais próxima da terra, exerce uma influência maior sobre a massa líquida, determinando o regime básico das marés; marés vivas ou de sizígia nas fazes de lua cheia e lua nova, quando a atração lunar soma-se ao máximo à solar, produzindo grandes oscilações do nível da água; e marés mortas ou de quadratura, nos quartos crescente e minguante, quando, devido ao não alinhamento do sol, terra e lua, os efeitos da atração são atenuados e, portanto, o fluxo e refluxo das águas.

Fonte: modificado de www.canalciencia.ibict/pesquisas

 

Objetivo: conhecer a diversidade de organismos associados às variações ambientais considerando os parâmetros abióticos: umidade, maré, correnteza, taxa de oxigênio, temperatura e salinidade; observar ações antrópicas e apresentar alternativas para a diminuição desse impacto.

Duração: aproximadamente 4 horas. 1 hora antes da maré baixa e 1 hora depois da maré subir.

Público-alvo: alunos dos ensinos fundamental, médio e superior.

Material a ser providenciado pelos alunos: prancheta, papel, lápis, máquina fotográfica, lupa de mão e pinça.

Cuidados: providenciar bloqueador solar, roupa confortável, uma troca de roupa e capa de chuva. Seguir as orientações do professor quanto à segurança e procedimentos práticos.

Procedimentos:

  • observar e fotografar o ecossistema durante a atividade de campo e coletar informações com os moradores e pescadores da região acerca dos tipos de animais encontrados nesses locais;
  • descrever aspectos do ecossistema, destacando, se possível, os espécimes endêmicos;
  • observar as ações antrópicas que ocorrem na área de estudo e relacioná-los aos temas estudados nas aulas de ecologia;
  • esquematizar a paisagem indicando os impactos antrópicos e sugerir formas de recuperação para as áreas degradadas;
  • observar as artes de coleta de espécies para consumo humano utilizadas na região;
  • identificar as espécies coletadas, analisando a diversidade do grupo;
  • montar uma cadeia alimentar dos animais e plantas observados durante o estudo.