Garra dianteira de Tyranosaurus rex

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Ficha Técnica

Réplica de Fóssil
Tyranosaurus rex (Osborn 1924)

Ordem Dinosauria; Família Oviraptoridae
Localização: Formação Djadokhta, Bayn Dzak, Mongólia
Período/Idade: Cretáceo Superior / 75 Ma

Tamanho: 7,9×3,0x2,1 cm
Material: resina epóxi

Um pouco de sua Biologia.

Durante o final do período Cretáceo, entre aproximadamente 68 e 66 milhões de anos atrás, extensas planícies aluviais, florestas e deltas ocupavam grande parte do oeste da América do Norte. Nesse ambiente viveu Tyrannosaurus rex, um dos maiores e mais especializados dinossauros predadores de todos os tempos. Com cerca de 12 a 13 metros de comprimento, até 4 metros de altura na região do quadril e peso estimado entre 7 e 9 toneladas, T. rex ocupava o topo da cadeia alimentar e desempenhava um papel fundamental nos ecossistemas que antecederam a extinção dos dinossauros não avianos.

A espécie foi descrita em 1905 pelo paleontólogo Henry Fairfield Osborn, com base em fósseis encontrados no oeste dos Estados Unidos. Seu nome significa “rei dos lagartos tiranos”, refletindo seu porte impressionante e sua posição como um dos maiores predadores terrestres conhecidos. Desde então, dezenas de esqueletos, incluindo exemplares excepcionalmente preservados, permitiram reconstruir com grande precisão sua anatomia, crescimento, biomecânica e ecologia.

Seu enorme crânio, que podia ultrapassar 1,5 metro de comprimento, abrigava mandíbulas extremamente robustas e cerca de 60 dentes grossos, serrilhados e adaptados para perfurar e esmagar ossos. Estudos biomecânicos indicam que Tyrannosaurus rex possuía uma das mordidas mais poderosas já registradas entre os animais terrestres, capaz de exercer forças superiores a 35 mil newtons. Diferentemente da maioria dos grandes terópodes, seus dentes apresentavam seção transversal espessa, funcionando mais como estacas capazes de fraturar ossos do que como lâminas destinadas apenas a cortar carne.

Embora seus membros anteriores fossem curtos em relação ao restante do corpo, eram musculosos e terminavam em duas garras robustas, provavelmente utilizadas para auxiliar na manipulação de presas ou durante o levantamento do corpo. Em contraste, as pernas longas e musculosas sustentavam seu enorme peso e permitiam deslocamentos eficientes. Estudos sobre o cérebro e os órgãos sensoriais indicam que T. rex possuía excelente visão binocular, olfato altamente desenvolvido e audição sensível a baixas frequências, características que o tornavam um predador extremamente eficiente.

Marcas de dentes em fósseis, coprólitos e restos parcialmente consumidos demonstram que Tyrannosaurus rex alimentava-se de grandes dinossauros herbívoros, como Triceratops horridus e Edmontosaurus annectens. Evidências também indicam que, além de caçar, aproveitava carcaças quando surgia a oportunidade, comportamento comum entre grandes predadores atuais. O rápido crescimento durante a adolescência e a substituição contínua dos dentes contribuíam para sua eficiência ao longo da vida.

Tyrannosaurus rex tornou-se um dos fósseis mais estudados da Paleontologia e um dos principais símbolos da Era Mesozoica. Seu excelente registro fóssil fornece informações fundamentais sobre crescimento, biomecânica, fisiologia, comportamento e evolução dos grandes terópodes. Além disso, sua proximidade evolutiva com as aves reforça que, apesar da extinção ocorrida há 66 milhões de anos, a linhagem dos dinossauros continua viva por meio das aves modernas.

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