Âmbar de Chiapas (México) – com inclusão de 3 insetos

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Ficha Técnica

Âmbar de Chiapas com inclusão de 3 insetos
Insetos: Ordens não identificadas com 2mm, 5mm e 7 mm aproximadamente
Localização: Chiapas – México
Período/Idade: Mioceno – 23 m.a.
Tamanho: 4,1×3,9×1,0 cm
Peso: 18,5 g
Material: original
Preparação:  polimento

Conheça a legislação que apoia a atividade importadora.

O item pode ser adquirido com ou sem certificado de autenticidade e origem.

O certificado poderá ser solicitado no momento da compra. Veja o modelo configurado como exemplo.

Um pouco de sua História Natural

Âmbar de Chiapas, México:

É o resultado de um raro processo de fossilização, em que é possível encontrar muitos invertebrados conservados e com isso conhecer a biota de de insetos e outros invertebrados em períodos anteriores a 2,58 milhões de anos.

O âmbar de Chiapas varia em cor do amarelo transparente ao vermelho escuro. Os espécimes vermelhos escuros são encontrados principalmente perto da superfície, isto sugere que a coloração é devida à oxidação.

No sistema de classificação de Anderson & Crelling para resinas fósseis, o âmbar mexicano é classificado como Classe 1c. A estrutura das resinas desta categoria é caracterizada por polímeros e copolímeros de diterpenos labdanoides e carece de ácido succínico.

Acredita-se que um membro extinto do gênero Hymenaea seja a planta mãe da resina que deu origem ao âmbar de Chiapas. Poinar & Brown (2002) nomearam a espécie Hymenaea mexicana. É provavelmente um parente próximo da espécie Hymenaea courbaril (conhecida no México sob o nome de “Guapinol”), que ainda cresce no México hoje.

A “floresta de âmbar mexicana” do Mioceno é considerada parte de uma floresta de mangue, ou pelo menos uma área florestal em sua vizinhança imediata, com base nas inclusões de âmbar.

Qual a diferença entre âmbar, copal e resina?

O âmbar e o copal são produtos do processo de fossilização  de resinas vegetais, secretadas por angiospermas e por gimnospermas. Estas resinas consistem em misturas de terpenos e fenóis, produzidos em ductos internos ou em glândulas superficiais especializadas dos vegetais. Geralmente uma resina vegetal que possui milhões de anos, tem idade suficiente para sofrer polimerização e ser classificado como âmbar. Aquelas com milhares de anos, por outro lado, são conhecidas como copal. Esse processo de polimerização é o principal responsável pelo endurecimento e alta resistência do âmbar às condições ambientais.

No entanto, há ainda a resina de defaunação. Este termo foi apresentado por Solórzano-Kraemer et al. em seu estudo publicado recentemente. Defaunação refere-se à perda de espécies e populações de animais selvagens, análogo ao termo desmatamento para a perda de florestas. A partir de agora, esse nome deve ser usado para todas as resinas que se formaram após o ano de 1760. “Com isso, queremos estabelecer uma diferenciação clara dos termos ‘copal’ e ‘âmbar’, ao mesmo tempo em que enfatizamos a importância das resinas jovens, que foram depositadas em uma época fortemente influenciada pelo homem”, acrescenta o pesquisador de Frankfurt.

Porque 1760? Representa um período de tempo significativamente impactado pelos humanos. Resinas desse período, geralmente fornecem a única oportunidade direta de rastrear mudanças ambientais e perda de espécies.

Solórzano-Kraemer definem delimitações temporais claras para âmbar, copal e resina:

Fontes:

https://igeo.ufrj.br/inc/isc/1/1_35.pdf

https://artigos.wiki/blog/de/Chiapas-Bernstein

Anderson, K. B. & J. C. Crelling (Editors). Amber, Resinite, and Fossil Resins. ACS Symposium Series No. 617. ISBN 0-8412-3336-5. Washington, DC: American Chemical Society, 1995.

Poinar, G. & Brown, Alex. (2002). Hymenaea mexicana sp. nov. (Leguminosae: Caesalpinioideae) from Mexican amber indicates Old World connections. Botanical Journal of the Linnean Society. 139. 10.1046/j.1095-8339.2002.00053.x.

Solórzano-Kraemer, M.M., Delclòs, X., Engel, M.S. et al. A revised definition for copal and its significance for palaeontological and Anthropocene biodiversity-loss studies. Sci Rep 10, 19904 (2020). https://doi.org/10.1038/s41598-020-76808-6

Preparação de fósseis: reparação, restauração, remontagem e polimento

CUIDADO AO COMPRAR!

É sempre aconselhável adotar cuidados no momento da compra de peças originais. Nossos fornecedores são fontes confiáveis, mas temos o conhecimento para verificar todos os espécimes e checar individualmente, cada um dos itens.

Embora tenhamos fósseis de reprodução à venda, eles estão numa área separada do site e claramente rotulados como réplicas.

 

SAIBA O QUE ESTÁ COMPRANDO.

Os fósseis, a partir do momento em que são retirados em seus rochas matrizes, podem passar por vários procedimentos. Portanto é indicado que saibam quais são esses procedimentos e qual deles a peça que está adquirindo foi submetida.

Reparação:

A realidade da coleta de fósseis é que a maioria é retirada do solo em vários pedaços e precisa ser reparada. Com muitos tipos de fósseis, os espécimes que não requerem nenhum reparo são a exceção, e portanto muito raros. Por exemplo, a maioria das trilobitas 3D são encontradas em seção transversal e precisam ser coladas novamente.

Quando feito corretamente, o reparo é quase impossível de identificar a olho nu e só aumenta o valor de uma amostra. É o sinal de que um grande preparador de fósseis foi capaz de montar um espécime espetacular que pode ter saído do chão como um quebra-cabeça.

Restauração:

A restauração é um processo diferente do reparo. Refere-se à reconstrução de parte de um fóssil que estava faltando ou danificado, em vez de apenas colar as peças novamente. Isso pode variar desde restaurar um pequeno fragmento de concha perdida em uma rachadura, consertar uma rachadura, até adicionar espinhos a uma trilobita que estava faltando. Se você for a um museu, quase todos os espécimes que eles terão em exibição foram restaurados. A restauração, quando bem feita, aumenta a natureza estética do fóssil, e permite conhecê-lo tal qual ele era.

Assim como o reparo com alguns tipos de fósseis, a maioria dos espécimes possui algum grau de restauração. O exoesqueleto de grandes trilobitas tende a rachar devido à expansão e contração da rocha e alguns fragmentos podem não ser recuperáveis.

A política da Terra Brasilis Didáticos é informar antecipadamente sobre qualquer restauração que tenha sido feita na descrição do item. Não confiamos apenas no que nos disseram os fornecedores, mas examinamos as amostras para verificar quaisquer áreas de restauração.

Remontagem e composição:

A remontagem e a composição referem-se a pegar uma amostra, por exemplo, uma trilobita e anexá-la a um pedaço de matriz na qual ela não residia originalmente. Às vezes, isso é feito para tornar um fóssil mais visível ou estabilizá-lo. Assim como a restauração, às vezes a remontagem é realizada de forma desonesta para tentar criar um fóssil “perfeito” a partir de pedaços de muitos fósseis diferentes. Assim como a restauração, anotaremos antecipadamente qualquer remontagem ou composição que possa ter ocorrido na descrição do produto.

Polimento:

Aplicação de lixamento e polimento para evidenciar alguma estrutura ou facilitar sua visualização interna. Aplica-se geralmente para âmbares fossilizados permitindo adquirir transparência para a peça.