Dente de Tarbosaurus bataar

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Ficha Técnica

Réplica de Fóssil
Tarbosaurus bataar (Maleev 1955)

Ordem Avetheropoda; Família Tyrannosauridae
Localização: Bacia de Nemegt, Deserto de Gobi, Mongólia
Período/Idade: Cretáceo Superior / 70 Ma

Tamanho: 7,5×5,0x4,7 cm
Material: resina epóxi

Um pouco de sua Biologia.

Durante o final do período Cretáceo, entre aproximadamente 70 e 66 milhões de anos atrás, vastas planícies aluviais, rios e áreas semiáridas dominavam grande parte da Ásia Central, especialmente a região que hoje corresponde à Mongólia. Nesse ambiente viveu Tarbosaurus bataar, um dos maiores dinossauros predadores do continente asiático e o principal representante dos tiranossaurídeos na região. Com cerca de 10 a 12 metros de comprimento e peso estimado entre 4 e 6 toneladas, Tarbosaurus ocupava o topo da cadeia alimentar, desempenhando papel semelhante ao de Tyrannosaurus rex na América do Norte.

A espécie foi descrita em 1955 pelo paleontólogo soviético Evgeny Maleev, com base em fósseis encontrados na Formação Nemegt, na Mongólia. Seu nome significa “lagarto alarmante”, enquanto o epíteto bataar deriva da palavra mongol para “herói” ou “guerreiro”. Desde sua descoberta, numerosos esqueletos, incluindo indivíduos juvenis e adultos, têm permitido aos cientistas compreender seu crescimento, anatomia e relações evolutivas dentro dos tiranossaurídeos.

Assim como outros membros desse grupo, Tarbosaurus bataar possuía um crânio maciço, com mais de 1,3 metro de comprimento, equipado com mandíbulas extremamente robustas e dentes grandes, serrilhados e adaptados para perfurar carne e esmagar ossos. Sua mordida era extremamente poderosa, permitindo capturar e dominar grandes dinossauros herbívoros. Os membros anteriores eram pequenos e terminavam em apenas dois dedos, enquanto as pernas longas e musculosas proporcionavam estabilidade e eficiência durante a locomoção.

Uma característica que diferencia Tarbosaurus de seu parente norte-americano Tyrannosaurus rex é a constituição mais estreita e alongada do crânio, uma adaptação que pode refletir diferenças na biomecânica da mordida e nas presas disponíveis em seu ambiente. Estudos também indicam que seu olfato era altamente desenvolvido e que possuía excelente visão binocular, atributos importantes para localizar e perseguir presas.

Marcas de dentes e fósseis associados indicam que Tarbosaurus bataar alimentava-se principalmente de grandes dinossauros herbívoros, incluindo hadrossaurídeos, como Saurolophus angustirostris, e saurópodes, como Nemegtosaurus mongoliensis. Assim como ocorre com outros grandes predadores atuais, também é provável que aproveitasse carcaças quando surgia a oportunidade, comportamento energeticamente vantajoso em ambientes naturais.

Tarbosaurus bataar representa um dos mais importantes predadores do Hemisfério Norte durante o final do Cretáceo e fornece evidências valiosas sobre a evolução e a diversificação dos tiranossaurídeos fora da América do Norte. Seu abundante registro fóssil contribui para a compreensão da anatomia, do crescimento e da ecologia desses grandes carnívoros, além de revelar como diferentes linhagens de tiranossaurídeos se adaptaram aos distintos ecossistemas da Ásia pouco antes da extinção em massa que marcou o fim da Era Mesozoica.

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